Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca é conhecida popularmente como “coração cansado”. Ter insuficiência cardíaca significa que a força de bombeamento de sangue pelo coração está diminuída. Isso faz com que o sangue seja bombeado mais lentamente para o resto do corpo, não conseguindo suprir as necessidades energéticas do organismo. Além disso, há acúmulo de sangue no coração fazendo com que a pressão dentro dele aumente. Para compensar a diminuição da força de contração do coração, o organismo lança mão de uma série de mecanismos para que o sangue possa ser bombeado em quantidades normais para o corpo. O coração e o organismo usam “mecanismos compensatórios” que funcionam durante algum tempo, mas, depois, o coração começa a enfraquecer e a bombear novamente com mais lentidão. A diminuição do fluxo de sangue que passa pelos rins provoca retenção de água e acúmulo de líquido no corpo formando o inchaço (edema). Inicialmente, o edema acomete os pés as pernas, mas, com o passar do tempo, ele pode aumentar e acumular líquido nos órgãos internos: fígado, intestinos e pulmões. Esse conjunto de alterações acumula-se com o tempo, e são os sinais e os sintomas que indicam ao médico a presença de insuficiência cardíaca.

1. O que sente quem tem insuficiência cardíaca?

O paciente com insuficiência cardíaca pode, no início da doença, permanecer sem sintomas, porém, à medida que a capacidade de bombeamento do coração vai diminuindo, os sintomas vão se desenvolvendo progressivamente:

– Retenção de água e edema: o edema inicialmente acumula-se nos pés, nos tornozelos e, depois, nas pernas e nas coxas. Pode haver acúmulo de líquido dentro do abdomen, chamado ascite (barriga d’água). O inchaço comumente piora à tarde.

– Falta de ar (dispneia): ocorre por acúmulo de líquido (edema) nos pulmões (congestão pulmonar). A falta de ar na insuficiência cardíaca é progressiva. No inicio, é uma resposta a grandes esforços (ex. subir longos lances de escadas), mas com a evolução da doença passa a aparecer a esforços cada vez menores (ex. poucos passos sem inclinação). Quando a insuficiência cardíaca se agrava, a dispneia pode ocorrer inclusive em repouso. Ao deitar-se, a falta de ar tende a piorar – precisando usar vários travesseiros para dormir melhor à noite – e também pode ocorrer tosse seca. Acordar com falta de ar, precisando sentar-se na cama, mantendo o sintoma mesmo em repouso, é um possível sinal de descompensação da insuficiência cardíaca. Nessa situação, você deve procurar um médico ou o pronto-socorro para ser medicado.

– Fadiga, tonturas e fraquezas: a menor quantidade de sangue que chega aos músculos e a outros órgãos faz o paciente sentir-se cansado e fraco. Da mesma forma, a diminuição do sangue que chega ao cérebro causa tonturas podendo acontecer até confusão mental.

2. Diagnóstico da insuficiência cardíaca

Para diagnosticar a insuficiência cardíaca, o médico fará várias perguntas sobre o que você está sentindo e como se sentia anteriormente. Além disso, será questionado sobre a presença de outras doenças que podem levar ao desenvolvimento da insuficiência cardíaca, como: doença arterial coronária (infarto do miocárdio ou angina), doença cardíaca valvar (sopro), pressão arterial elevada, diabetes, uso de bebidas alcoólicas e uso de quimioterápicos (tratamento de câncer). Seu médico também perguntará quais os remédios que você utiliza. Além da historia clínica, você também será submetido ao exame físico. A história e o exame clínico indicam se você tem ou não insuficiência cardíaca. Poderão ser solicitados alguns exames laboratoriais que servem para confirmar o diagnóstico de insuficiência cardíaca e avaliar outros problemas que podem estar associados e que também precisam ser tratados, tais como: exames de sangue, eletrocardiograma, raio X de tórax, ecocardiograma (ultrassom do coração) e dosagem do peptídeo natriurético do tipo B (BNP).

3. Tratamento da insuficiência cardíaca

De maneira geral, o uso correto das medicações, a modificação do estilo de vida e o acompanhamento com consultas periódicas auxiliarão o médico a detectar se a insuficiência cardíaca está sob controle ou se ela está progredindo. É importante que você discuta com seu médico e que decidam juntos qual a melhor opção terapêutica para seu caso.

São três os objetivos básicos do tratamento da insuficiência cardíaca:

1) Diminuir a progressão da doença, o que reduz, assim o risco de morte e da necessidade de hospitalização;

2) Aliviar os sintomas;

3) Melhorar a qualidade de vida.

O tratamento depende da causa da insuficiência cardíaca e da intensidade do comprometimento cardíaco. De modo geral, para diminuir a progressão da doença e, muitas vezes, reverter a lesão cardíaca, são utilizados três medicamentos: inibidor da enzima conversora, espironolactona e betabloqueador. Seu cardiologista analisará quando eles estão indicados.

Para controlar os sintomas, seu médico prescreverá diurético e digoxina; ele orientará a dose que você deverá tomar.

4. Como eu posso prevenir a piora dos sintomas de insuficiência cardíaca?

Seguindo algumas orientações simples, você poderá manter os sintomas de insuficiência cardíaca sob controle e, dessa forma, prevenir a descompensação, que poderia acarretar a necessidade de hospitalização para o controle das manifestações. Sua participação é muito importante para o tratamento da insuficiência cardíaca. Siga estes conselhos para auxiliar no tratamento:

– Tome as medicações conforme prescritas pelo médico;

– Agende consultas regulares com o médico;

– Controle seu peso: verifique diariamente seu peso e a presença ou o aumento do inchaço. Procure se pesar sempre no mesmo horário, de preferência pela manhã, após urinar e antes de se alimentar, usando roupas leves. Anote a data e o peso. Procure saber com seu médico qual o seu peso ideal e procure manter-se nesse peso. O aumento de peso e o aumento do edema podem significar que você está retendo água, e logo apresentará inchaço e piora dos sintomas (falta de ar, tosse seca e cansaço). Entre em contato com seu médico se você estiver ganhando peso (≥1 kg/dia).

– Controle a ingestão de líquidos e de sal.

A insuficiência cardíaca é uma doença potencialmente grave, mas, com o tratamento, é possível controlá-la, e você poderá conviver com ela por anos. Não pare o tratamento ou reduza os medicamentos por vontade própria. Pergunte sempre ao médico se pode fazê-lo. Obedeça rigorosamente às orientações que recebeu, pois a boa evolução da doença e a qualidade de vida dependem muito disso.

Para saber mais, acesse:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?265
http://www.copacabanarunners.net/tratamento-insuficiencia-cardiaca.html
http://www.einstein.br/hospital/cardiologia/Noticias/insuficiencia-cardiaca-saiba-tudo-sobre-a-doenca.aspx

Via Informativo Pfizer
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