Porque não somos governo

Para o Partido Popular Socialista (PPS), a saída para os graves desafios brasileiros passa pela construção de uma frente política que rompa com os sucessivos governos de caráter centro-direita. Não enfrentaremos problemas estruturais profundos como o atraso na educação, o colapso da saúde pública, o desemprego e a injusta política agrária. Também não conseguiremos o desenvolvimento econômico e social com inserção soberana de nosso país em um mundo globalizado sem uma nova formação política de centro-esquerda que sinalize as mudanças e transforme-se em uma opção concreta de poder. A discussão de um projeto para o Brasil com base nesse pensamento e a construção do operador político deste movimento, é o que o PPS denominou de Diálogo Nacional.

Não visualizamos esta disposição na “administração popular”. Pelo contrário, as sucessivas administrações do Partido dos Trabalhadores, em Porto Alegre, caracterizamse cada vez mais por seus governos excludentes em relação às outras forças políticas.

Ao sair da Prefeitura, o PPS sinaliza a divergência de uma visão de esquerda superada. Uma visão que aposta num mundo bipolar, na lógica do confronto, na hegemonia do partido sobre a sociedade e não compreende as profundas mudanças que o mundo, particularmente o mundo do trabalho e da cultura atravessam.

Tampouco o PPS se alinha ao pólo oposicionista que ocupa espaço na cidade e no estado e onde se agrupa parte considerável do que existe de mais atrasado em nossa sociedade. Representa a velha visão de dominação responsável pela construção dessa sociedade concentradora de renda e excludente.

O PPS foi parceiro de primeira hora na Prefeitura de Porto Alegre. Desde 1988, quando se formou a Frente Popular, na época PT/PCB, o PPS integrou as coligações vitoriosas em três sucessivas administrações. A sociedade porto-alegrense pode ter certeza de que a posição na Câmara Municipal e nos diversos fóruns em que o PPS estiver presente sempre se guiará pelo que julgar do interesse público.

Esperamos que as demais forças políticas da esquerda e do centro democrático rompam com a visão bipolar e maniqueísta que domina o cenário político gaúcho e se integrem a proposta do Diálogo Nacional.

Rui Peixoto
Presidente do Diretório Municipal do PPS

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s