Porque os homens morrem mais cedo?

Até aos cinqüenta e cinco anos de idade, de cada cinco homens um já infartou, de cada dezessete mulheres uma infartou. As mulheres, vivem em média seis a oito anos mais que os homens. Saudamos frequentemente, excursões de viúvas na serra, na praia, felizes e libertas. Os cardiologistas sugerem a possibilidade da proteção do hormônio feminino e o auto cuidado na prevenção das doenças. A fisiologia da mulher, que a leva para o ginecologista, depois para o obstetra e finalmente com o filho ao pediatra, faz com que ela tenha vivência com os médicos mais freqüente e duradoura. É mais firme na decisão de manter o tratamento, mesmo a longo prazo, quando portadora de doença crônica degenerativa.

Os homens, usam um dos primeiros e mais primitivos mecanismos de defesa do ego. A negação. Entre as causas de adiamento da consulta médica, em primeiro lugar está o medo. O paciente acha difícil enfrentar e aceitar a presença da doença e suas conseqüências. Em seguida do medo, a vergonha é o motivo mais freqüente para adiar a busca de ajuda profissional. Admitir a doença pode parecer fraqueza e inferioridade.

Nas doenças crônico-degenerativas, Hipertensão Arterial, Diabetes, Dislipidemias considera-se que a palavra que melhor representa o seguimento do tratamento proposto é Adesão. Temos os aderentes que seguem o tratamento, os desistentes e os persistentes que até comparecem a consulta, mas não seguem a terapia proposta.

Fatores que interferem na adesão: sexo, idade, etnia, estado civil, escolaridade e principalmente a política de saúde pela dificuldade no acesso aos Serviços de Atendimento. Os homens e pessoas mais jovens e de baixa escolaridade tendem a ser os menos aderentes.

E o papel dos médicos? No artigo “Negação na Doença“ de P.C. Restano, C.R. Sefrin e Cataldo Neto, recomendam que não se deve quebrar a negação com linguagem dura, para evitar que o médico se transforme em um inimigo. Como os sintomas mais tarde forçarão ao paciente a reconhecer a doença e em presença do pânico o médico será uma fonte de segurança. Nas urgências é onde a negação precisa ser quebrada para salvar a vida.

O que importa é o médico ajudar a olhar algo muito grande e difícil de ser visto, uma doença e ou a morte.

Dr. Rui Peixoto
Médico Cardiologista

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